Mundo mental: desconhecido e tão próximo de nós Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Os conhecimentos logosóficos são cultivados mediante a aplicação do entendimento, com intervenção direta da razão, nos processos de compreensão e assimilação do fruto mental que se quer incorporar ao acervo pessoal.
A Logosofia convida cada ser humano a realizar um estudo pleno de sua psicologia, mas entenda-se bem que dissemos um estudo pleno: caráter, tendências, pensamentos, qualidades e tudo quanto direta ou indiretamente entra no jogo de suas faculdades e contempla os estados de seu espírito.
A experiência no campo pessoal começa no momento em que é celebrado o primeiro encontro com a própria realidade. Geralmente se é muito generoso na auto-avaliação, a ponto de não ser difícil observar, no rosto daqueles que se excederam nessa avaliação, um assombro diante do pobre conceito que os demais costumam ter de sua pessoa.
O conhecimento do mundo mental é imprescindível ao aperfeiçoamento.
A preparação logosófica sobre o conhecimento do mundo mental é imprescindível para os fins do aperfeiçoamento humano. Porém, não se creia que esse mundo mental a que fazemos referência seja uma abstração ou algo que corresponda ao terreno da metafísica. Nada disso; muito pelo contrário, está tão perto de nós e tão a nosso alcance, que atuamos e participamos de todo movimento inteligente que se promove dentro dele. É o mundo das idéias, dos pensamentos, da razão, da inteligência e do juízo. Dele não pode estar excluída nem a alma que vive nem a vida que palpita em cada célula da Criação.
Quando o homem aprende a conhecer seus pensamentos, experimenta de imediato os primeiros sintomas do desenvolvimento psíquico, em função de estarem suas faculdades sob o domínio da consciência. E dizemos sob o domínio da consciência por ser tão-somente nesse instante que começa a ser verdadeiramente consciente do que é sua vida, ao individualizar os pensamentos que exerceram maior influência no curso de sua existência e examinar detidamente cada um deles, descobrindo com claro discernimento a participação que em particular eles tiveram nos acontecimentos e episódios, gratos ou ingratos, que lhe tocou viver.
O campo experimental para as investigações dessa índole é ilimitado. É tal a riqueza de elementos que afloram ao entendimento adestrado na disciplina logosófica, que é preciso ser cego para não vê-los. Entretanto, é indispensável vê-los e aproveitá-los numa constante seleção dos mesmos, a fim de entesourá-los no acervo íntimo e dispor deles a serviço da própria obra, aquela que representa a particular realização das aspirações do homem.
Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo II págs. 46-47
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